
Tendências das compras de beleza de 2024 Um novo relatório mostra-nos como os consumidores se comportarão quando se trata de beleza e bem-estar.
Investimos mais em cuidados com a pele ou cabelo? Em marcas de luxo ou sustentáveis? Ainda vamos a lojas físicas ou preferimos a conveniência do online? Estas e muitas outras questões são respondidas pelo relatório Scalapay dedicado às tendências de compras de 2024. A empresa, fundada em 2019 por Simone Mancini, que viabiliza pagamentos parcelados de compras, tem dados proprietários e externos cruzados, com um foco específico em Itália, França e Espanha. Descobriram como as preferências dos consumidores estão a evoluir continuamente e que, apesar das previsões económicas indicarem um abrandamento global e incentivarem a cautela e a poupança, o comércio eletrónico está a crescer, especialmente nos setores da moda e da beleza.
Onde, quando e o que é que os consumidores italianos mais compram?
Relativamente à beleza, prevê-se um crescimento global das vendas de 6% ao ano, com o comércio eletrónico projetado para representar um quarto do mercado até 2027. Olhando especificamente para o nosso país, o valor médio dos pedidos de beleza registados pela Scalapay em Itália em 2024 é de 99 euros, com pesquisas particularmente orientadas para maquilhagem, cuidados com os cabelos e fragrâncias. Em termos de poupança, os italianos gastam mais durante eventos sazonais e promocionais como a Black Friday ou as vendas de verão, encomendando principalmente às quartas-feiras entre as 12h e as 14h.
Efeito batom, eficácia e lealdade
Os consumidores são mais cautelosos nos seus gastos mas ainda se tratam com presentes e compras em ocasiões especiais, pequenos luxos para mimar-se. Trata-se do efeito batom que, mesmo no atual cenário económico variável e incerto, confirma que em períodos de crise, as pessoas tendem a produtos ou rituais de autocuidado pequenos, acessíveis mas satisfatórios. Assim, batons, cremes, soros, xampus e blushes são todos bons, desde que sejam eficazes. A lealdade já não é considerada garantida, uma vez que os consumidores, especialmente os mais novos, estão cada vez mais abertos à experimentação de novos produtos, preferindo aqueles que oferecem resultados genuínos em vez dos mais conhecidos. Apenas 40% dos inquiridos declaram lealdade a uma marca, enquanto 69% mostram uma tendência para testar novos produtos a cada seis meses, por exemplo, nos cuidados com os cabelos, onde os gastos são impulsionados pelas necessidades atuais e não pelas marcas.
Disparidades geracionais no mundo da beleza: Millennials vs. Gen Z
O relatório Scalapay revela diferenças geracionais nas compras. Como mencionado anteriormente, a fidelização do consumidor deixou de ser automática, particularmente entre a Geração Z, que, a 50%, pesquisa produtos de beleza antes de fazer uma compra e tende a inclinar-se para novas ofertas que entregam resultados genuínos. Ao contrário dos Millennials, os consumidores mais jovens são menos propensos a acreditar que os produtos caros são mais eficazes, mostrando uma abordagem pragmática, cuidadosa e informada às compras. Para ambas as gerações, valores como a sustentabilidade e a responsabilidade social são importantes, com preferência por produtos orgânicos/naturais e marcas inovadoras.
Saúde e Bem-Estar: Um boom de autocuidado
A pandemia ensinou-nos a prestar atenção à nossa saúde física e mental. Isto resultou num boom para a indústria do bem-estar, atualmente avaliada em 1.5 biliões de dólares, que deverá expandir-se ainda mais, com uma previsão de crescimento anual de 5% a 10% até 2027. Relativamente a Itália, segundo os dados do Scalapay, o valor médio das encomendas de saúde e bem-estar feitas em 2024 é de 80,13 euros. A liderar esta tendência estão sobretudo as gerações mais jovens, com 73% da Geração Z e 65% dos Millennials a mostrar um forte interesse na saúde, em comparação com 54% da Geração X e 47% dos baby boomers. Os clientes estão a tornar-se mais exigentes. Preferem tratamentos de abordagem holística e esperam resultados visíveis, apoiados por estudos e testes científicos, bem como ingredientes de qualidade e produtos “limpos” livres de aditivos artificiais. Quer se trate de suplementos (em Itália, há um aumento de 150% nas pesquisas de suplementos em comparação com 2022) ou tratamentos mais complexos. Outro facto interessante: há um interesse crescente em gadgets vestíveis como os rastreadores de fitness, um mercado que deverá atingir os 182.90 milhões de dólares até 2030, enquanto em Itália, as pesquisas por esta categoria em 2024 aumentaram 210% face a 2022.


























































