5 Livros para ler se estiver a passar o Dia dos Namorados solteiro Às vezes, um bom livro é o melhor parceiro para ter ao seu lado

Todos sabemos que Fevereiro é famoso por duas coisas. Uma delas é a Sanremo, a semana santa da música italiana, onde de terça a sábado, ouvimos as melhores (e às vezes não tão boas) canções no palco do Ariston. E depois há o Dia dos Namorados — o feriado para os amantes. Aquela altura do ano em que, se estás numa relação, queres celebrar o teu amor, e se não estás... bem, ou tentamos sentir-se menos sozinhos ou abraçamos a alegria de estar solteiro.

De qualquer forma, a melhor maneira de passar o dia é enrolado debaixo de um cobertor com uma chávena de chá quente e um bom livro. Quer se trate de um romance picante, um thriller intrigante ou mesmo um ensaio instigante, tudo parece melhor quando temos um livro que nos pode transportar para outro mundo.

Aqui ficam algumas recomendações para lhe fazer companhia neste Dia dos Namorados

Amanhã e Amanhã e Amanhã — Gabrielle Zevin (2023, Nord)

GABRIELLE ZEVIN - Tomorrow, and tomorrow, and tomorrow
GABRIELLE ZEVIN - Tomorrow, and tomorrow, and tomorrow
8,55€

Isto não é uma história de amor, mas é uma história sobre o amor. O amor entre Sam e Sadie, desde a infância até à paixão partilhada por videojogos — desde o seu primeiro jogo de Super Mario até à criação do seu próprio jogo, Ichigo. Ao longo do romance, eles se encontram, perdem contato e se encontram novamente, borrando as linhas entre o mundo virtual e o mundo real. É um livro sobre amor e esperança, mesmo para aqueles que deixaram de acreditar no amor. “O que é um jogo? É amanhã, amanhã e amanhã. É a possibilidade do renascimento infinito, da redenção infinita. A ideia de que se continuar a jogar, pode ganhar. Se perdermos, não é para sempre, porque nada é para sempre.”

Fantasmas — Dolly Alderton (2022, Rizzoli)

DOLLY ALDERTON - Sparire quasi del tutto
DOLLY ALDERTON - Sparire quasi del tutto
18€

Dolly Alderton ensina os leitores a sobreviver na era do Tinder, aplicações de namoro e fantasmas (que é o título original do livro). Aos 32 anos, Nina Dean é presa entre amigos que vão a casar e a ter filhos e aqueles que se recusam a largar os seus vinte e dois anos. Está presa no meio, a tentar descobrir o que realmente quer da vida e a questionar-se se o tipo que conheceu numa aplicação de namoro — que parecia perfeito, apenas para desaparecer no ar — vai voltar para ela, ou se pode simplesmente voltar à sua antiga vida e fingir que nunca o conheceu (o que, no entanto, revela-se bastante difícil). Porque ter trinta anos numa era em que deixar de seguir alguém é suficiente para apagá-lo da sua vida significa ter de parar e respirar fundo.

Por que o amor dói — Eva Illouz (2015, Il Mulino)

EVA ILLOUZ - Perché l'amore fa soffrire
EVA ILLOUZ - Perché l'amore fa soffrire
12,35€

Um ensaio sociológico que explora as razões pelas quais o amor faz com que os indivíduos sofram, tornando este sentimento não só uma experiência pessoal mas também coletiva. Illouz, da instituição do casamento aos padrões de beleza, e através do medo do compromisso que permeia a modernidade, explica como tudo é realmente um construto moldado pela sociedade e pela cultura utilitarista moderna. Ao transformar o amor num espetáculo, este sistema dita como se deve sentir quando uma relação começa ou termina — especialmente se for mulher. Não que os homens sofram menos, é claro, mas a sociedade ocidental moderna está estruturada de uma forma que coloca as mulheres em desvantagem mesmo neste domínio. Este livro é perfeito para quem quer uma perspectiva científica e sociológica sobre as emoções, e uma leitura essencial para quem procura uma explicação racional por trás da celebração ritual do amor no dia 14 de fevereiro.

A Carta de Amor — Cathleen Schine (2020, Adelphi)

CATHLEEN SCHINE - La lettera d’amore
CATHLEEN SCHINE - La lettera d’amore
9,60€

“Querida cabra, como é que alguém se apaixona? Tropeça? Toca, perde o equilíbrio e cai na calçada, arranhando o joelho, arranhando o coração? Costuma bater nas rochas? Ou é como estar suspenso à beira de um penhasco para sempre?” É assim que começa a carta de amor que dá o título ao romance de Cathleen Schine: o remetente é desconhecido, e Helen, uma livreira de 42 anos, a encontra no seu correio. No início, ela acha que é uma brincadeira, talvez interpretada por um dos clientes da Horatio Street Books, a loja onde trabalha. Lá, encontramos a Lucy, a sua colega mal humorada, a jovem Jennifer e Kelly, a Sra. Shattergoods, que gere a biblioteca... e o Johnny. Johnny tem vinte anos e trabalha para Helen, que por acaso é amiga dos pais. Quando se depara com a carta, assume que Helen a escreveu para ele. A partir deste mal-entendido desenrola-se uma série de divertidos misturas, que acabam por levar à resolução deste pequeno mistério — um que o deixará a sorrir. A Carta de Amor é uma leitura perfeita para quem não leva as coisas a sério quando se trata de amor e para quem gosta de um toque de suspense nas suas histórias românticas.

Como Ser Solteira — Liz Tuccillo (2018, TEA)

LIZ TUCCILLO - Single ma non troppo
LIZ TUCCILLO - Single ma non troppo
9,50€

Este livro inspirou o filme homónimo de 2016, protagonizado por Dakota Johnson e Rebel Wilson. “[...] Independentemente do que tinha aprendido ou como me sentia por estar solteiro, não estou sozinho. Nem um pouco.” Um romance sobre as alegrias e lutas de ser solteiro, contado através das histórias de Julie, uma escritora de Manhattan que embarca numa viagem mundial para responder à pergunta: “Porque é que ainda estou solteiro?” Ao longo do caminho, encontramo-nos com as suas amigas que, entre traições, aventura e encontros desastrosos às cegas, perguntam-se se existe realmente um livro de regras para o amor — ou se a beleza do amor reside no facto de não existirem regras. Se o enredo soa familiar, é porque o autor é um dos roteiristas de Sex & The City. E você? Como é que vai passar o Dia dos Namorados? Deixe-nos saber e se vai gastá-lo com um livro, partilhe as suas recomendações!

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